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segunda-feira, 6 de junho de 2016


Um olhar contemporâneo do morar no Hot Spot da CASA COR SP 2016

O espaço tem um repertório baseado em ambientes nova-iorquinos e parisienses e foi assinado por Moacir Schmitt Jr. e Sálvio Moraes Jr., fundadores do CASAdesign Interiores


 Foto: Marco Antonio

Estreando na CASA COR São Paulo 2016, os jovens designers Moacir Schmitt Jr. e Sálvio Moraes Jr., fundadores do CASAdesign Interiores, localizado em Balneário Camboriú, trouxeram um novo olhar sobre o morar. Eles assinam oHot Spot, um espaço de 59 m² destinado ao relax, para receber amigos, curtir um som, ler ou degustar uma bebida. Todo o ambiente tem um repertório baseado em ambientes nova-iorquinos e parisienses. Essa influência aparece na composição do layout, na escolha dos materiais e na concepção dos planos. As paginações são geometrizadas e reveladas por meio do uso de boiseries e de painéis amplos de madeira.

Foto: Marco Antonio

Um dos destaques fica por conta de um original de Tarsila do Amaral. A obra é do acervo pessoal do galerista Helena Neckel de Florianópolis. Também chama atenção uma foto da top Carol Trentini, feita por Fabio Bartelt. Além disso, uma grande divisória em vidro translúcido convida os visitantes a descobrirem, por meio das nuances, o que existe do outro lado.O mobiliário tem formas curvas, trazendo movimento e ritmo a composição.

 

MOACIR SCHIMITZ JR. E SALVIO JR. DESIGNERS DE INTERIORES Foto: FELIPE CARNEIRO

Texto> Site da Casa Cor São Paulo 2016 - mais informações acesse: http://casa.abril.com.br/materia/um-olhar-contemporaneo-do-morar-no-hot-spot-da-casa-cor-sp-2016 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Andrée Putman ,1925-2013

 

Morre em Paris a dama da simplicidade democrática

21/01/2013 - Texto e Fotos: Casa Vogue 

 
























Faleceu em Paris no último sábado a renomada designer de interiores Andrée Putman. Com ela, morrem as diversas personagens que a profissional encarnou ao longo da vida: a militante da democratização do
design, a premiada compositora e a jornalista de decoração. Andrée ganhou fama com grandes projetos de design como o do Morgans Hotel, em Nova York, e o interior do avião supersônico Concorde. No mundo da decoração, Andrée Putman foi uma figura quase tão inquestionável quanto Coco Chanel no universo da moda.


 
Tão interessante quanto o seu trabalho foi a vida de Andrée. Nascida em 1925, a parisiense era de família rica e tradicional. Porém, a veia de rebeldia não demorou a se mostrar. Aos 15 anos, para o grande desgosto dos pais, Andrée esvaziou seu quarto luxuoso e escolheu como mobília apenas uma cama de ferro e uma cadeira; de decoração, um pôster do artista catalão Miró. Nascia o germe da singeleza que guiaria toda sua vida e obra, e que pode ser resumida na seguinte frase da própria designer: “É claro que estilo e dinheiro não têm nada a ver um com o outro. Um bom design é puro e simples”.
Aos 19 anos, Andrée desistiu da carreira de compositora e se tornou mensageira da revista Femina, onde logo trabalharia como jornalista. Em 1958, casou-se com o colecionador, editor e crítico de arte Jacques Putman, época na qual assumiu a direção artística do departamento de acessórios para casa da rede de lojas Prisunic. Lá, difundiu o conceito de design bom e barato para todos.
 
 
 
 
Assim, a carreira que tornaria o seu nome uma referência mundial começou apenas aos 53 anos de idade. Quando já estava separada, a francesa abriu sua própria empresa, a Écart. Por meio dessa iniciativa, a designer relançou móveis de criadores das décadas de 1920 e 1930, que estavam esquecidos, como Eileen Gray e Robert Mallet-Stevens.
 
Mas o reconhecimento veio em cheio em 1984, quando Andrée reformulou o interior do Morgans Hotel, em Nova York. Neste momento, a autora criava o conceito de hotel-boutique. Foi nesse trabalho que a parisiense lançou o tema de tabuleiro de xadrez (quadrados em preto e branco) que se tornaria sua assinatura. Desde então, executou projetos parecidos com nomes como Karl Lagerfeld, Yves Saint Laurent e Guerlain. “Aquela mulher tinha um estilo inteiramente dela na forma de se vestir e de olhar para os lugares”, disse Didier Grumbach, presidente da Federação Francesa de Alta-Costura. “Ela mudou o estilo no século 20 e até redefiniu a elegância à la française”.
Rigor, sofisticação, inventividade e simplicidade marcam o trabalho da designer, além da aversão a modismos, a tudo o que é ditado, e ao gosto tradicional sem originalidade. Em 1997, ela abriu sua própria empresa de design, o Studio Putman, cuja direção foi assumida pela filha Olivia em 2007. “Minha mãe se tornou uma embaixadora de estilo contra sua vontade”, conta Olivia. “Ela fazia o que era certo para ela e jamais se colocaria em tal posição”. O estilo Putman sobrevive ao redor do mundo em projetos com vocações as mais variadas: de lojas, hotéis e residências a escritórios de órgãos público.
 
 
 
 
Texto e Fotos: Casa Vogue 
 

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